Quando chega a época da exibição do maior reality show do País, o Big Brother Brasil, surgem, paralelamente, as campanhas contra o programa e contra a rede de televisão que o veicula. Desde já, quero relatar que não sou contra o programa nem critico as pessoas que o assistem, pois sou muito a favor da liberdade que as pessoas têm de escolher aquilo que lhe agrada e tem por direito. Entretanto, minha opinião é que de fato o produto em nada agrega na bagagem do ser humano. Muito pelo contrário, pois pessoas de corpo e alma (às vezes com menos cérebro) iguais a nós saem de lá como grandes ídolos e heróis nacionais.
E por que isto? Talvez porque a sociedade não tenha interesse em buscar uma cultura alternativa que forme ídolos baseados nos seus valores.
Bem, falando em cultura alternativa, deixarei algumas sugestões. Aqueles que criticam o programa, de nada adianta fazê-lo sem buscar um enriquecimento pessoal; seria contraditório. No momento em que o programa de maior audiência no seu horário está no ar, a TV Cultura, nas segundas-feiras, exibe o excelente Roda Viva, programa de entrevistas com vários jornalistas e especialistas no assunto da pauta, onde o convidado é sempre alguém de expressão nacional e que, certamente, vai falar abertamente sobre assuntos que nos levam a reflexões. Diariamente, nesta mesma faixa de horário, tem o Jornal da Record News, com o excepcional jornalista Heródoto Barbeiro, que toca em todas as “feridas” independente de bandeira política ou ideologia do veículo em que trabalha. Jornal que aborda todos os fatos, mas a política e a formação cultural de uma forma diferente. Ao pessoal que tem TV por assinatura, deem uma conferida nos documentários do History Channel. Dentre os canais de documentário, este apresenta de uma forma renovada, com nova linguagem, atrativa e clara; além da imparcialidade e riqueza de detalhes para conhecimento sobre tudo um pouco. Outro programa pago, de boa reflexão, é o Saia Justa, do GNT, por também abordar diversos assuntos de uma forma livre de sistemas e sem discursos ensaiados. Como se vê, alternativas culturais (e não maçantes) ainda são possíveis encontrar. Cabe a nós darmos uma “espiadinha” (entenderam?!) para não corremos o risco de nos inspirarmos nos ídolos saídos de reality shows.
Diego Di Luca - Jornalista
Nenhum comentário:
Postar um comentário